7.1.09
5.1.09
4.1.09
1.1.09
look!! a fox! see it?
we were coming home, after a pleasent new year's eve dinner, when suddenly Cristina screamed "look! a fox! did you see it?" I didn't, what a shame... but it came back! beautiful! with an amazing long fluffy striped tail, looking a bit scred, with all the people still going around at that time of night.
what a sight!
everytime I see a fox in London I still get pretty excited. it's an amazing thing, right? i mean, a fox! wild, untamed in the middle of a big city. I guess this was a pretty amazing way to start the new year. let's see how it turns out...
what a sight!
everytime I see a fox in London I still get pretty excited. it's an amazing thing, right? i mean, a fox! wild, untamed in the middle of a big city. I guess this was a pretty amazing way to start the new year. let's see how it turns out...
27.12.08
La Clique
I've just arrived in London, but allready I've been introduced to great entertainement!
La Clique is a sort of circus/burlesque/cabaret show, that we went to see at The London Hippodrome in Leicester Square.
"Among the acts collected in LA CLIQUE’s international menagerie of the bizarre are Norway’s outrageously bendy Captain Frodo, hula hoop’s finest exponent Yulia Pikhtina, the PVC-clad Miss Behave who has a penchant for swallowing pointy objects, and Ursula Martinez whose show-stopping routines literally strip cabaret down to its bare essentials. New for December, acclaimed song-smith Camille O’Sullivan joins the company."
Also there's Mario, the queen of the circus, with a great Queen songs/juggling/unicicle show. One of my favorites.
It was a great way to start my London escapade
La Clique is a sort of circus/burlesque/cabaret show, that we went to see at The London Hippodrome in Leicester Square.
"Among the acts collected in LA CLIQUE’s international menagerie of the bizarre are Norway’s outrageously bendy Captain Frodo, hula hoop’s finest exponent Yulia Pikhtina, the PVC-clad Miss Behave who has a penchant for swallowing pointy objects, and Ursula Martinez whose show-stopping routines literally strip cabaret down to its bare essentials. New for December, acclaimed song-smith Camille O’Sullivan joins the company."
Also there's Mario, the queen of the circus, with a great Queen songs/juggling/unicicle show. One of my favorites.
It was a great way to start my London escapade
5.10.08
9.9.08
25.8.08
vizinhança
o meu bairro é como uma aldeia. mas tem sempre algumas surpresas.
nas tardes de verão, das janelas de uma casa amarela, paredes meias com a igreja da vera cruz, é costume ouvir-se música. um acordeão e cantoria. um karaoke popularucho.
na 6ª feira, ao passar por lá, reparei nas novidades. várias figuras recortadas e um recadinho para a PSP...
P.S.P.
AVISO
SE TE APANHAMOS A
TOCAR ACORDEÃO A 2ª
VEZ PAGAS UMA COIMA
FOI NO DIA 16 DE JUNHO DE 2008, TOCAVA
MUSICA NESTA JANELA ÀS 15.40 H.
DINHEIRO-FÁCIL-NÃO HÁ
HÁ-QUE-TRABALHAR!
27.7.08
experiências
nunca tinha experimentado. o mais parecido tinha sido camelo, no egipto, há uns 3 anos. mas não tem nada a ver. não sei se será dos cavalos que montámos, que eram super dóceis e muito bem treinados, mas foi um passeio muito agradável e bastante confortável.
os passeios podem ser feitos por qualquer pessoa. mesmo que, como eu, nunca tenha montado um cavalo antes. o Sr. João de Deus, dono da quinta da moreirinha e tratador dos cavalos, é um homem calmo e simpático, que nos transmite bastante paz e confiança nos animais. eu montei o macaco, um cavalo manso e muito simpático. pensei que não o conseguiria montar pois era bastante alto para mim, mas com alguma ajuda consegui à primeira. "a juventude está lá toda!", como disse o Sr. João. :) levou-me a passo num passeio de uma meia hora pela quinta, sem se desviar do caminho nem me tentar mandar ao chão. nada mau para a minha primeira vez. no fim fiz-lhe festas e ele respondeu-me com marradinhas no braço. :)
sem dúvida nenhuma, uma experiência a repetir.
os passeios podem ser feitos por qualquer pessoa. mesmo que, como eu, nunca tenha montado um cavalo antes. o Sr. João de Deus, dono da quinta da moreirinha e tratador dos cavalos, é um homem calmo e simpático, que nos transmite bastante paz e confiança nos animais. eu montei o macaco, um cavalo manso e muito simpático. pensei que não o conseguiria montar pois era bastante alto para mim, mas com alguma ajuda consegui à primeira. "a juventude está lá toda!", como disse o Sr. João. :) levou-me a passo num passeio de uma meia hora pela quinta, sem se desviar do caminho nem me tentar mandar ao chão. nada mau para a minha primeira vez. no fim fiz-lhe festas e ele respondeu-me com marradinhas no braço. :)
sem dúvida nenhuma, uma experiência a repetir.
22.7.08
azeite nos pés
a maioria dos locais por onde passámos eram totalmente novos para mim. aldeias, parques de merendas, campos de milho, rios, ribeiras, uma agradável praia fluvial com uma nora em madeira a fazer de chuveiro. muito agradável.
depois de entregues as amostras no laboratório, era hora de voltar para aveiro. mas no caminho parámos num supermercado para comprar água. quando estava à espera da minha vez para pagar, uma mulher cheia de compras nos braços passa-me descontraidamente à frente. depois olha para mim e diz "está na fila? pois, está, claro" e quando se vira PIMBA!! deixa caír uma garrafa de azeite (de vidro) nos meus pés! azeite e vidros por todo o lado! dentro e fora das minhas crocs. um nojo. e a mulher relaxadíssima, apenas me dizia, "espere que tem aí uns vidros, vou tirá-los. vinha aqui com esta braçada de coisas... e olhe". o pessoal do supermercado também não reagiu muito mais que isto. um segurança ainda me colocou umas pequenas caixas de cartão para pôr os pés e eu pensei que finalmente alguém se preocupava. mas quando ele disse "ponha os pés aqui para não sujar mais" logo vi que estava equivocada. e ali ficámos, feitos parvos a olhar uns para os outros. até que me fartei, peguei nas crocs, a pingar azeite, e saí dali calçada com as caixas de cartão. o resto da tarde passei-o descalça.
como já era tarde e a sede apertava... e talvez para me compensar do banho de azeite, o meu companheiro de viagem levou-me a beber um fresquíssimo espumante, acompanhado com pão com chouriço quentinho. hmmm, que maravilha!!
chegada a Aveiro, descalça, só tive tempo de tomar um banho e ir a correr para as aulas... que teimam em não acabar.
como já era tarde e a sede apertava... e talvez para me compensar do banho de azeite, o meu companheiro de viagem levou-me a beber um fresquíssimo espumante, acompanhado com pão com chouriço quentinho. hmmm, que maravilha!!
chegada a Aveiro, descalça, só tive tempo de tomar um banho e ir a correr para as aulas... que teimam em não acabar.
Etiquetas: aventuras de uma pseudo-técnica superior
20.7.08
16.7.08
as aventuras de uma pseudo-técnica superior
ah pois! para quem pensava que as aventuras tinham acabado... desenganem-se!! nada disso. a mim é que me tem faltado a vontade de escrever. tem acontecido de tudo. sempre surreal, claro!
desde, em Dezembro, ter de vagar o meu gabinete com SUPER urgência porque iria ser ocupado por outros serviços (ainda continua vazio) e ter sido atirada primeiro para a secretária de uma colega que estava de férias, depois para a sala de reuniões para finalmente me enfiarem na sala do meu ex-chefe, a última pessoa com quem queria partilhar o edifício, quanto mais o gabinete. passando por mudança de instalações porque iria ser criada uma nova entidade, para onde irei ser transferida, mas que continua por ser parida, onde não temos telefone ou internet. até aos já quase 7 meses sem receber... outra vez!!
ontem convocaram-nos para uma reunião em Coimbra. não nos disseram o assunto, mas logo adivinhamos que se trataria dos contratos, ou da falta deles. o calor que se sente naquela cidade é uma coisa quase física, pesada. não há ponta de vento, é abafado e o sol queima! naquela pequena distância entre a nova sede e o local onde fomos almoçar, deu para me lembrar que realmente não sinto saudades de ali estar. especialmente no verão.
chegámos à dita reunião e ali estávamos, 17 falsos recibos verdes que irão ser transferidos (ou não) para a tal nova entidade. todos ansiosos por ouvir que iriam agora inventar. em mais de 5 anos de prestações de serviços àquela casa, nunca nos tinham convocado. não esperávamos nada de bom. e assim foi.
as senhoras que se nos dirigiram, tinham isto para nos dizer. a lei da contratação pública, publicada em fevereiro, não permite, afinal, fazer contratos com pessoas individuais, sem que sejam previamente autorizados pelo ex.mo secretário de estado da administração publica. apresentaram-nos então 2 propostas para nós. ou melhor, opções. ou nos constituímos como sociedades unipessoais e então poderão celebrar contrato, ou deixamos tudo como está e arriscamos o não, mais que certo do secretário de estado.
e largam assim a bomba! em Julho!! como se fosse simples, fácil. como se fosse absolutamente a mesma coisa. como se criar uma empresa não implicasse custos, despesas. como estarmos 7 meses sem receber fosse normal. e ainda têm a lata de dizer que, atenção, os projectos ainda não foram aprovados! que ainda há a hipótese de serem chumbados, o que, aliás, todos sabíamos, que assumimos o risco.
o quê?? foi a primeira vez que ouvimos isto! desde o início que pergunto " e se os projectos não forem aprovados?" não se preocupe!! foi a resposta ouvida vezes e vezes sem conta.
confesso que ao fim de 3 horas de conversa e discussão, fiquei sem saber como resolve isto. criar uma empresa está fora de questão! compactuar com este estratagema para, mais uma vez, dar a volta à questão dos falsos recibos verdes. o Estado quer penalizar, por um lado, as empresas que contratem recibos verdes mas, por outro, é o primeiro a propor subterfúgios para ultrapassar as suas próprias regras.
mas a questão é... por que raio ainda me surpreendo? porque ainda me preocupo? porque raio continuo aqui?? a falta de emprego, de alternativas é a resposta fácil. mas não se tratará mesmo de uma espécie de conformismo?
aaaahhh!! vidinha miserável!
desde, em Dezembro, ter de vagar o meu gabinete com SUPER urgência porque iria ser ocupado por outros serviços (ainda continua vazio) e ter sido atirada primeiro para a secretária de uma colega que estava de férias, depois para a sala de reuniões para finalmente me enfiarem na sala do meu ex-chefe, a última pessoa com quem queria partilhar o edifício, quanto mais o gabinete. passando por mudança de instalações porque iria ser criada uma nova entidade, para onde irei ser transferida, mas que continua por ser parida, onde não temos telefone ou internet. até aos já quase 7 meses sem receber... outra vez!!
ontem convocaram-nos para uma reunião em Coimbra. não nos disseram o assunto, mas logo adivinhamos que se trataria dos contratos, ou da falta deles. o calor que se sente naquela cidade é uma coisa quase física, pesada. não há ponta de vento, é abafado e o sol queima! naquela pequena distância entre a nova sede e o local onde fomos almoçar, deu para me lembrar que realmente não sinto saudades de ali estar. especialmente no verão.
chegámos à dita reunião e ali estávamos, 17 falsos recibos verdes que irão ser transferidos (ou não) para a tal nova entidade. todos ansiosos por ouvir que iriam agora inventar. em mais de 5 anos de prestações de serviços àquela casa, nunca nos tinham convocado. não esperávamos nada de bom. e assim foi.
as senhoras que se nos dirigiram, tinham isto para nos dizer. a lei da contratação pública, publicada em fevereiro, não permite, afinal, fazer contratos com pessoas individuais, sem que sejam previamente autorizados pelo ex.mo secretário de estado da administração publica. apresentaram-nos então 2 propostas para nós. ou melhor, opções. ou nos constituímos como sociedades unipessoais e então poderão celebrar contrato, ou deixamos tudo como está e arriscamos o não, mais que certo do secretário de estado.
e largam assim a bomba! em Julho!! como se fosse simples, fácil. como se fosse absolutamente a mesma coisa. como se criar uma empresa não implicasse custos, despesas. como estarmos 7 meses sem receber fosse normal. e ainda têm a lata de dizer que, atenção, os projectos ainda não foram aprovados! que ainda há a hipótese de serem chumbados, o que, aliás, todos sabíamos, que assumimos o risco.
o quê?? foi a primeira vez que ouvimos isto! desde o início que pergunto " e se os projectos não forem aprovados?" não se preocupe!! foi a resposta ouvida vezes e vezes sem conta.
confesso que ao fim de 3 horas de conversa e discussão, fiquei sem saber como resolve isto. criar uma empresa está fora de questão! compactuar com este estratagema para, mais uma vez, dar a volta à questão dos falsos recibos verdes. o Estado quer penalizar, por um lado, as empresas que contratem recibos verdes mas, por outro, é o primeiro a propor subterfúgios para ultrapassar as suas próprias regras.
mas a questão é... por que raio ainda me surpreendo? porque ainda me preocupo? porque raio continuo aqui?? a falta de emprego, de alternativas é a resposta fácil. mas não se tratará mesmo de uma espécie de conformismo?
aaaahhh!! vidinha miserável!
Etiquetas: aventuras de uma pseudo-técnica superior
14.7.08
o que fazer...
... quando por acaso conhecemos alguém,
que não nos sai da cabeça...
e nem sabemos se nos voltaremos a encontrar?
que não nos sai da cabeça...
e nem sabemos se nos voltaremos a encontrar?
9.7.08
evols... para ficar
não, não é óbvio que se trate apenas de uma brincadeira. os evols parecem ter vindo para ficar. e esperemos que sim.
o primeiro concerto (depois de apenas 6 ensaios) já tinha deixado um gostinho, mas o de ontem, integrado no festival de curtas de vila do conde, já soou a coisa séria. gostei bastante, mas sou suspeita, porque uma das 3 guitarras da banda é tocada, um incessante acorde de cada vez, pelo meu amigo pastel. e ver os meus amigos a fazer a música que gostam, dá-me sempre muito prazer. é como se uma parte de mim estivesse com eles, a fazer todas aquelas coisas... que eu nunca farei. sinto um misto de admiração, orgulho e sim, um pouco de inveja.
mas amizades à parte, gostei bastante do concerto e das imagens. se os evols forem tocar aí por perto, vão ouvi-los!
Etiquetas: musica
6.7.08
casa do Major Pessoa
A Casa do Major Pessoa, na Rua Dr. Barbosa Magalhães, voltado para o canal central da Ria de Aveiro, foi construída em 1909, um projecto dos arquitectos Francisco da Silva Rocha, projectista e Ernesto Korrodi, arquitecto.
Esteve com obras de recuperação durante alguns anos e agora está aberta. Totalmente vazia, mas já é possível visitar-se. Informaram-me que para o ano, quando faz 100 anos, se espera abrir um salão de chá no rés do chão e um museu de arte nova nos restantes pisos. Resta esperarmos que não estraguem tudo com um salão de chá super moderno e com um museu de fraca qualidade.
5.7.08
(re)descobrir a cidade
como já não conseguia dormir, fui buscar um móvel que um colega me fez o favor de comprar ontem no ikea e decidi ir explorar a cidade. como estava ali p'ros lados das barrocas, zona que não conheço muito bem, achei que era uma boa oportunidade para descobrir coisas novas.
fui andando e descobri umas ruinhas velhas onde nunca tinha estado. é reconfortante para mim constatar que ainda posso explorar a cidade onde vivo há quase 17 anos.
e já que estava numa onda de passeios, decidi ir até uma das minhas zonas preferidas de Aveiro - a lota velha, que em breve deixará de existir, infelizmente.

com o programa PolisAveiro, novos projectos surgiram para esta zona - equipamentos, condomínios de luxo e sabe-se lá mais o quê. mas enquanto os velhos edifícios ainda estão de pé, gosto de ir até lá fotografar.
foi um bom passeio. lá para o fim da tarde, quando a temperatura baixar um pouco, quero ver se vou até às salinas dar mais um passeio.
25.6.08
teleconferência
No outro dia recebi uma carta do tribunal de Vila Franca de Xira a convocar-me para estar hoje no Tribunal de Aveiro às 13:30 para prestar depoimento por teleconferência, na qualidade de Testemunha.
Sobre o processo, só continha o n.º, o autor, alguém de quem nunca ouvi falar e a Ré, a Tranquilidade, o que me fez suspeitar que isto fosse sobre um acidente que tive há 4 anos, na A1, perto de Vila Franca de Xira. Um choque em cadeia num daqueles primeiros dias de chuva.
Sobre o processo, só continha o n.º, o autor, alguém de quem nunca ouvi falar e a Ré, a Tranquilidade, o que me fez suspeitar que isto fosse sobre um acidente que tive há 4 anos, na A1, perto de Vila Franca de Xira. Um choque em cadeia num daqueles primeiros dias de chuva.
Lá fui. Às 13:30 estava no tribunal. Lá para as 13:45 uma funcionária chamou o meu nome, apontou que eu lá estava e voltou para as entranhas do tribunal. E eu esperei... esperei, esperei. Por volta das 15:15, a mesma funcionária passou por mim e disse-me "está quase. eles devem estar quase a fazer a chamada". Uns 15 minutos depois chamou-me e levou-me para uma sala refundida, com mesas e cadeiras. Em cima de uma mesa estava um telefone com câmara e um ecrã. Mandou-me sentar em frente ao aparelho, ligou-o, disse que agora era só esperar que eles fizessem a chamada e deixou-me sozinha. Mais 15 minutos estive a olhar para a máquina... mas só lá aparecia a minha imagem.
Entrou então outra funcionária, que disse estarem a ter problemas com a ligação de Vila Franca e que ía tentar ligar ela. Tentou, tentou e lá para a 3ª tentativa conseguiu. E lá apareceu o Sr. Dr. juíz. E começou a parvoeira.
"- É a Sra. Eng.ª? - Sim - Jura por sua honra responder com verdade a todas as perguntas feitas? - Desculpe, não estou a ouvir bem- Jura por sua honra responder com verdade às perguntas? - Sim - É familiar do Sr. XPTO? - Não. - Trabalha ou já trabalhou para a Tranquilidade? - Não. - Sabe sobre o que se trata este processo. - Não, na verdade não sei. - Bem, relaciona-se com um acidente de viação em que esteve envolvida. - em 2004? - sim, em 2004. Lembra-se desse dia? - Sim, lembro-me. - Que dia era? - Bem, lembro-me do dia, mas não de que dia era. - Era um dia da semana ou fim de semana? - Não sei. Talvez fosse uma sexta feira. - O que a faz dizer isso? - Bem, estava a ir para Lisboa e só lá costumo ir ao fim de semana. - Foi de manhã, de tarde? - Não sei, talvez de tarde. - Era verão, inverno? - Não me lembro. Foi nas primeiras chuvas, mas não sei que altura do ano era. - Estava a chover?" e continuou com estas perguntas parvas. Quando ficou satisfeito, disse "Sra. testemunha, vai então agora falar com o Sr. Advogado" e virou a maquineta para um senhor mais idoso. Fez mais umas perguntas parvas, tipo se me lembrava quantas pessoas estavam no carro da frente ou se eu conseguia calcular a que distância estava do carro à minha frente, como se eu soubesse. Nem que fosse no próprio dia. Depois veio ainda outro advogado, que voltou ao ataque. Se não me recordava de ver uma ambulância no local. Sim. Se alguém foi levado para o hospital. Sim, julgo que uma senhora, mas ão me lembro de que carro saiu. Finalmente lá se fartaram de mim, a maquineta voltou ao juíz, que me despachou com um "Bem, Sra. testemunha, já não precisamos mais de si. Pode ir à sua vida" Idiotas!!
Eram já umas 4 da tarde quando saí do tribunal!! Porra!! Tanto tempo perdido para constatar que 4 anos depois, ninguém se lembra de pormenores nenhuns. Enfim. Foi uma experiência. Chata, mas uma experiência.
Entrou então outra funcionária, que disse estarem a ter problemas com a ligação de Vila Franca e que ía tentar ligar ela. Tentou, tentou e lá para a 3ª tentativa conseguiu. E lá apareceu o Sr. Dr. juíz. E começou a parvoeira.
"- É a Sra. Eng.ª? - Sim - Jura por sua honra responder com verdade a todas as perguntas feitas? - Desculpe, não estou a ouvir bem- Jura por sua honra responder com verdade às perguntas? - Sim - É familiar do Sr. XPTO? - Não. - Trabalha ou já trabalhou para a Tranquilidade? - Não. - Sabe sobre o que se trata este processo. - Não, na verdade não sei. - Bem, relaciona-se com um acidente de viação em que esteve envolvida. - em 2004? - sim, em 2004. Lembra-se desse dia? - Sim, lembro-me. - Que dia era? - Bem, lembro-me do dia, mas não de que dia era. - Era um dia da semana ou fim de semana? - Não sei. Talvez fosse uma sexta feira. - O que a faz dizer isso? - Bem, estava a ir para Lisboa e só lá costumo ir ao fim de semana. - Foi de manhã, de tarde? - Não sei, talvez de tarde. - Era verão, inverno? - Não me lembro. Foi nas primeiras chuvas, mas não sei que altura do ano era. - Estava a chover?" e continuou com estas perguntas parvas. Quando ficou satisfeito, disse "Sra. testemunha, vai então agora falar com o Sr. Advogado" e virou a maquineta para um senhor mais idoso. Fez mais umas perguntas parvas, tipo se me lembrava quantas pessoas estavam no carro da frente ou se eu conseguia calcular a que distância estava do carro à minha frente, como se eu soubesse. Nem que fosse no próprio dia. Depois veio ainda outro advogado, que voltou ao ataque. Se não me recordava de ver uma ambulância no local. Sim. Se alguém foi levado para o hospital. Sim, julgo que uma senhora, mas ão me lembro de que carro saiu. Finalmente lá se fartaram de mim, a maquineta voltou ao juíz, que me despachou com um "Bem, Sra. testemunha, já não precisamos mais de si. Pode ir à sua vida" Idiotas!!Eram já umas 4 da tarde quando saí do tribunal!! Porra!! Tanto tempo perdido para constatar que 4 anos depois, ninguém se lembra de pormenores nenhuns. Enfim. Foi uma experiência. Chata, mas uma experiência.
15.5.08
as coisas que ouvimos
estava eu muito bem a beber o meu cházinho da manhã no meu café do costume e na mesa ao lado estavam sentados 2 verdadeiros gunas e uma garina. um dos gunas, claramente o líder do grupo, de sapatilha branca, casaco de gorro, argolas e anéis de ouro, boné no cimo da cabeça e acentuado sotaque nortenho, discursava para a plateia embevecida sobre telemóveis, músicas e outras coisas triviais.
no meio de muito foda-se e caralho, em resposta a uma vontade de ser trolha do seu amigo sai-se com um "trolha? mas tu sabes o que é um trolha? eu queria ser astrónomo... e pescar uma estrela!" assim, sem mais nem menos... sai-se com esta pérola! e continua "e perguntava-lhe a ela... queres a lua ou uma estrela?" os outros murmuram algo que não consigo ouvir, mas o líder, com convicção, vocifera "o quê? eu gostava de ir ao sol!"
fantástico!
5.5.08
Trastevere
trastevere siginifica para lá do tibre. é a margem sul de Roma, digamos. mas bastante mais interessante. é a zona boémia, com um toque mediaval. ruas labirínticas e praças graciosas.
para variar, começámos a procurar onde comer. a hora de almoço já quase passou e os estômagos ditam o nosso destino. tinha lido haver por aqui uma simpática trattoria, onde se poderia provar comida autêntica a bom preço.
lá encontramos a Alle Fratte di Trastevere, numa ruinha com o mesmo nome. conseguimos uma mesa na sala da frente, perto da janela, por onde entrava o sol radiante e começámos logo por atacar umas óptimas bruschettas.
lá encontramos a Alle Fratte di Trastevere, numa ruinha com o mesmo nome. conseguimos uma mesa na sala da frente, perto da janela, por onde entrava o sol radiante e começámos logo por atacar umas óptimas bruschettas.
entrámos e tivemos a sorte de apanhar o ensaio para o concerto da noite! muito agradável!
demos uns passeios pelas ruelas e voltámos pela beira tevere até chegarmos de novo ao castelo d'angel, desta vez visto de baixo, da zona onde se escondem os vendedores ambulantes à chegada da polícia.
colosseum, forum romano e bocca della veritá
o coliseu é realmente colossal! uma construção incrível, imponente, complexa.
como tudo em Roma, tem uma fila interminável para entrar, pelo que decidimos dar a volta por fora.
há gente de todo o mundo e de todas as idades. turistas fotografam o coliseu de todos os ângulos possíveis e há até noivos que aqui vêm para as fotografias do seu álbum de casamento.
daqui seguimos para o forum romano, segundo li, o último local onde se pode passear em Roma sem pagar. mais uma vez vamos dar a um portão que diz USCITA e começo a desconfiar de que isso de o fórum ser grátis é uma estória antiga. de qualquer forma nunca fiquei a saber, porque a fila para entrar era tão grande que optámos por continuar o passeio, mais uma vez à volta!
seguimos à volta dos jardins do palatino e passámos pelo circus maximus, a caminho da igreja santa maria in cosmedin, onde se encontra a escultura da boca da verdade, onde o Gregory Peck gozou indecentemente com a Audrey Hepburn, no filme Roman Holiday. é curioso ver como os filmes influenciam até os locais de turismo. como na fonte de trevi, há hordes de turistas que querem fotografar-se com a mão na boca da verdade, que morderá quem disser mentiras. a linda igreja, mesmo ao lado, está vazia.
3.5.08
por falar em coincidências...
hoje começámos o dia com a Basilica Santa Maria Maggiora, uma imponente igreja não muito longe do nosso B&B. notava-se grande comoção no interior. montavam-se púlpitos, testavam-se microfones, colocavam-se cadeiras.
numa das capelas laterais rezava-se uma missa e noutra celebrava-se um casamento.

mas o que mais me chamou a atenção nesta basílica foram os confessionários. alinhados ao longo de ambos os lados da nave, todos tinham um escrito com uma lista de línguas e o horário. eram os horários de confissão em variadíssimas línguas. não encontrei português, mas falhei alguns confessionários.
à saída, reparei num pequeno cartaz com o fotografia do papa e fui ver o que era. descobri o motivo de tanta comoção - o papa iria estar ali às 18:00 daquele dia. enquanto comentava isto com os meus pais, senti uma mão a agarrar-me o braço, o que me fez imediatamente arrepiar-me, pois detesto que me toquem assim, sem saber quem. olhei para trás e o susto foi ainda maior. ali, à minha frente, de t-shirt branca e calça de ganga, com um ar sorridente, estava o meu ex-chefe, que me pergunta "o que anda aqui a fazer?" o que ano aqui a fazer?? que pergunta idiota! moro aqui! foi o que me apeteceu responder, mas estava tão paralizada que só consegui responder "ando a passear".
com milhares de turistas, centenas de monumentos, 24 horas num dia, tínhamos de estar ali os dois exactamente à mesma hora?? não havia necessidade! se não me tivesse distraído a ler que o papa ía ali mais tarde não tinha experimentado este encontro de 3º grau. ou se tivesse ido àquela basílica ao fim da tarde, tinha tido outro encontro, não menos estranho, mas talvez menos perturbador... com o papa. mas não... foi mesmo assim que aconteceu.
nem todas as coincidências são boas, certo?
numa das capelas laterais rezava-se uma missa e noutra celebrava-se um casamento.

mas o que mais me chamou a atenção nesta basílica foram os confessionários. alinhados ao longo de ambos os lados da nave, todos tinham um escrito com uma lista de línguas e o horário. eram os horários de confissão em variadíssimas línguas. não encontrei português, mas falhei alguns confessionários.
à saída, reparei num pequeno cartaz com o fotografia do papa e fui ver o que era. descobri o motivo de tanta comoção - o papa iria estar ali às 18:00 daquele dia. enquanto comentava isto com os meus pais, senti uma mão a agarrar-me o braço, o que me fez imediatamente arrepiar-me, pois detesto que me toquem assim, sem saber quem. olhei para trás e o susto foi ainda maior. ali, à minha frente, de t-shirt branca e calça de ganga, com um ar sorridente, estava o meu ex-chefe, que me pergunta "o que anda aqui a fazer?" o que ano aqui a fazer?? que pergunta idiota! moro aqui! foi o que me apeteceu responder, mas estava tão paralizada que só consegui responder "ando a passear".
com milhares de turistas, centenas de monumentos, 24 horas num dia, tínhamos de estar ali os dois exactamente à mesma hora?? não havia necessidade! se não me tivesse distraído a ler que o papa ía ali mais tarde não tinha experimentado este encontro de 3º grau. ou se tivesse ido àquela basílica ao fim da tarde, tinha tido outro encontro, não menos estranho, mas talvez menos perturbador... com o papa. mas não... foi mesmo assim que aconteceu.
nem todas as coincidências são boas, certo?
Etiquetas: coincidencias, viagens
2.5.08
ah, as coincidências!!
a caminho da piazza venezia e sempre evitando as ruas com carros, decido ir espreitar uma pequena pracinha de edifícios ocre e não é que... coincidência das coincidências encontro, mesmo aí, o tema da foto da capa do Lonely Planet que comprámos no aeroporto de Catania e nos tem andado a guiar por Roma?




tirei umas fotos, sem lata para pedir ao senhor, que estava ao balcão, para vir fazer uma pose, seguimos até ao Campidoglio e à praça de Michelangelo, considerada por alguns como a praça mais perfeita do mundo. sobre isso não sei, mas as vistas são fantásticas. de um dos lados vê-se o Forum Romano, para onde descemos com ideias de fazer um passeio de fim de tarde, mas demos com a porta de saída! na volta que tínhamos de dar para chegar à entrada reparámos numa exposição de Renoir e decidimos entrar. bastante interessante.
saímos já com fome e, como não estávamos excessivamente longe, decidimos voltar ao restaurante do dia anterior. a caminho passámos finalmente pela piazza Venezia, em obras, seguimos por ruas e ruelas, passámos à fonte de Trevi, ainda menos impressionante durante o dia, e fomos sentar-nos directamente na mesma mesa (as esplanadas sempre cheias).
os meus pais comeram o mesmo do dia anterior, mas eu gosto de experimentar coisas novas e pedi um pecorino di fossa alla griglia con miele di castagno e tortino di fichi e pere, uma delícia, um requinte. belíssima apresentação e sabores que se misturam na perfeição. para sobremesa, dividimos um bon bon di cioccolato fondente Valrhone al 70% con composto di albicoche (algo de laranja, parece-me). o delicioso bom bom fondente veio acompanhado de uma bola de gelado colocada numa cesta de finíssima massa folhada, tipo pastel de tentúgal. delicioso!!
saímos já com fome e, como não estávamos excessivamente longe, decidimos voltar ao restaurante do dia anterior. a caminho passámos finalmente pela piazza Venezia, em obras, seguimos por ruas e ruelas, passámos à fonte de Trevi, ainda menos impressionante durante o dia, e fomos sentar-nos directamente na mesma mesa (as esplanadas sempre cheias).
os meus pais comeram o mesmo do dia anterior, mas eu gosto de experimentar coisas novas e pedi um pecorino di fossa alla griglia con miele di castagno e tortino di fichi e pere, uma delícia, um requinte. belíssima apresentação e sabores que se misturam na perfeição. para sobremesa, dividimos um bon bon di cioccolato fondente Valrhone al 70% con composto di albicoche (algo de laranja, parece-me). o delicioso bom bom fondente veio acompanhado de uma bola de gelado colocada numa cesta de finíssima massa folhada, tipo pastel de tentúgal. delicioso!!
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agrippa e caravaggio
não teriam talvez qualquer ligação, não fossem estes os nossos objectivos para depois de almoço. ir espreitar o Pantheon, mandado construir por Agrippa, 3 vezes cônsul, filho de Lucius. é um edifício que me impressionou bastante, pela sua simplicidade e beleza. domina totalmente a praça onde se econtra ainda um dos imensos obeliscos que há em Roma, memória dos despojos trazidos do egipto.
sentámo-nos numa chique esplanada virada para o Pantheon, onde comi um delicioso gelado de Cioccolato fundente e fruti di boscco. nada barato, é certo, mas fantástico para repor energias.
mais descansados e com energias refeitas, partimos em busca da igreja S. Luigi dei Francesi, onde li haverem quadros do Caravaggio.
pelo caminho, entrámos numa singela e bonita igreja bizantina do séc. XII, com uma agradável música e intenso cheiro a incenso. um fantástico e calmo ambiente para a meditação. era a chiessa de ss. salvatore alle copelle.
a igreja S. Luigi é bastante grande e repleta de arte, mas logo se adivinha onde estão os caravaggio... onde está a multidão! é preciso colocar uma moeda para acender as luzes. vou ficando por ali, admirando as obras na penumbra enquanto espero que alguém o faça. é realmente impressionante ver um caravaggio ao vivo, a sua grandiosidade e imponência.
daqui voltamos pela praça do pantheon em direcção à piazza venezia.
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mais roma
assustados com as filas no vaticano, seguimos pela margem do rio até ao Castelo S. Angili, uma construção cilíndrica sobranceira ao rio, bastante interessante. mas, mais uma vez... a fila ía até meio da ponte que lhe fica em frente, pelo que decidimos avançar.
atravessámos a dita ponte e andámos, um pouco à deriva, por ruas e vielas, até chegarmos à Piazza Navona, com muitos turistas e com a sua fonte central em plena obra de recuperação.
continuámos até ao Campo di Fiori, uma praça agradável, com algumas bancas de flores, de legumes, frutas, especiarias e, como não podia deixar de ser, de t-shirts, cachecóis e souvenirs. comprei uma pasta de basílico e algumas misturas de especiarias (para putanescha e bruscheta).
como estava na hora de almoço, fomos procurar onde satisfazer a fome. desta vez fomos a uma trattoria, recomendada pelo Lonely Planet, a Da Sergio. com típicas toalhas chadrez vermelho e branco e bastantes italianos, tinha um ar caseiro. comi uma carbonara, nada de esecial, a minha mãe uma costoleta e o meu pai conseguiu finamente provar a trippa - uma fantástica dobrada feita com molho de tomate e bastante hortelã, que lhe dava uma surpreendente frescura, polvilhado com um bom parmesão ralado. muito agradável.
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calendários curiosos
nas nossas incurssões pelas diversas igrejas de roma, encontrámos inúmeros artigos religiosos ou de referência religiosa, para turistas ou devotos. bíblias, fotografias do papa de todos os tamanhos e feitios, marcadores de livros, aventais, panos, estatuetas, calendários com pormenores de estátuas ou pinturas. mas o mais curioso de todos, a meu ver, foi um calendário tipo pirelli ou dos bombeiros de new york, mas onde, em vez de americanas louras de amplos seios, ou musculados bombeiros... neste calendário, cada mês era representado por um padre. e bastante jeitosos, devo acrescentar.
achei este calendário tão curioso que peguei nele para o comprar, mas custava 6€, o que me pareceu excessivo para uma brincadeira. fui antes "apanhando" alguns padrecos simpáticos pelos meus passeios...
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Vaticano
está um belo sol! tomamos o pequeno almoço no quarto dos meus pais (a "sala" de pequeno almoço do B&B é o corredor) e começa o longo dia.
apanhamos o autocarro 40, em frente à estação termini, que nos leva à piazza S. Pietro, o coração
do Vaticano. não é tão grandiosa como a imaginava, mas ainda assim impressiona. o que é realmente abismal é a fila para entrar na basílica! dá a volta a toda a praça e tem uma largura de 4 a 6 pessoas. incrível!
decidimos que não valia a pena perder ali toda a manhã, já para não falar na fila para a capela Sistina, que nos disseram ser bastante maior que esta, e passeámos apenas um pouco por ali.
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1.5.08
roma!!
depois da longa viagem, chegámos a roma bastante cansados. e ainda faltava apanhar o expresso leonardo até à cidade. felizmente o bead & breakfast que reservei fica mesmo em frente à estação e portanto chegámos a casa num instante, sem nos perdermos sequer.
Pousamos as malas nos nossos quartos com vista sobre as termas de docleziano (daí o nome de Deocleziano B&B) e o dono explicou-me, de forma super rápida e enérgica, num inglês bastante bom, para italiano, os melhores sítios para ir e como lá chegar. de onde estamos conseguimos chegar a todas as atracções turísticas a pé e, como o dia já ía adiantado, decidimos começar devagar.
perto dali, o lonely planet recomendava um restaurante/enoteca e decidimos ir procurá-lo. a esplanada do el chianti estava totalmente cheia, mas a minha mãe foi perguntar se haveriam mesas lá dentro e encaminharam-nos para uma simpática mesa mesmo à porta de um restaurante no vicolo scavolino, mesmo ao lado e que pertence também ao el chianti. chama-se spiriti e forme, tem uma decoração simples e moderna. muito bom ar. simpatizámos logo com o local. e quando provámos a comida então... hmmmm.
eu escolhi um fantástico gnocchi di ricotta e spinaci con pomodorini e basilico, o meu pai um maltagliati di farina di farro al pomodoro fresco fumé e pecorino romano e a minha mãe um surpreendente tortelli al gorgonzola dolce e pero con fundita al castelmagno. para acompanhar, pedi um bicchierini de chianti classico e para sobremesa um millefoglie espresso con mousse al mascarpone e frutti di bosco. divino! simplesmente di-vi-no!!
com a barriga cheia fizemos o passeio até casa.
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ciao sicilia!!
e chegou ao fim a nossa aventura siciliana!! depois de uma viagem de 2 horas até ao aeroporto de catania, onde, por engano meu, tinhamos de entregar o carro às 11 da manhã, e uma espera de 4 horas num aeroporto pequeno e quase sem sítios para sentar, lá apanhámos o avião até roma, para mais descbertas.
não fomos a corleone nem vimos mafiosi, com grandes barrigas, chapéu e charuto, sentados em alguma trattoria de toalhas aos quadrados vermelhos e brancos, de onde coordenam todas as operações e mandam numa horde de capangas e afilhados. a imaginação faz-nos procurá-los assim, mas nos dias de hoje devem ser homens com um aspecto normal, sentados em frente a um qualquer portátil de última geração.
não subi ao monte etna. ainda não foi desta que vi um vulcão.
mas comemos canolli e arancini. vimos cidades construídas em encostas. imponentes igrejas, mosteiros, ruínas romanas e gregas. o mar com uma linda cor azul. estufas a perder de vista. praias, portos e bairros de pescadores. bonitas praças e avenidas. o balanço final foi positivo e ficou a vontade de voltar e explorar outras províncias.
30.4.08
marzamemi
marzamemi foi uma bela surpresa! o dia estava dedicado a passeios mais curtos e calmos a sul de Noto e e marzamemi fazia parte do itinerário. quando se chega não se adivinha o que se vai encontrar. parece uma normal estância balnear, com apartamentos junto à praia. felizmente a fome fez-nos parar aqui para comer e ao procurar lugar para estacionar fomos dar mesmo ao centro piscatório da vila. um simpático porto e pequeno bairro de casas térreas à beira mar. uma delícia.
fomos passeando e encontrámos uma simpática e ampla praça com algumas esplanadas. o sol estava demasiado forte e o restaurante ainda não tinha guarda-sóis e decidimos sentar-nos no interior. a taverna la cialoma foi um verdadeiro achado. a localização óptima, a comida uma delícia, o serviço fantástico. comi uma maravilhosa pasta (de nome estranho) com nero di sepia (pois, outra vez, mas adoro) e os meus pais ovas de pescada ao limão com óptimo aspecto para entrada e uma grelhada de peixe com um aspecto fresquíssimo, branquinho branquinho. e para finalizar, como não podia deixar de ser, uns belos canolli, desta vez com amêndoa ralada por cima.
bem almoçados, demos um pequeno passeio pela zona do porto, de águas límpidas, com uma casa vermelha numa ilha no meio da baía, e seguimos para sul, até portopalo, uma decepção. tinha ouvido falar bastante do seu mercado do peixe, mas estava fechado, e os únicos edifícios interessantes - uma antiga fábrica abandonada e um palacete ao género do palácio da pena - eram, obviamente, privados com acesso vedado e o outro ponto de interesse era uma ilha, aonde não podémos ir.
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