25.6.10

end'reita

aqui há uns 4 dias, uma colega caiu à porta de casa e torceu o pé. à falta de gelo em casa, lá recorreu ao velho saco de ervilhas congeladas, tomou uns drunfos à maneira e dormiu toda a noite. mas de manhã estava com o pé duas vezes maior e as dores eram mais que muitas.
o senhor do café em frente, mal a viu a coxear, falou-lhe de uma endireita que há aqui perto do serviço, que é verdadeiramente milagreira! "se quiser vou lá consigo".
ao fim do dia lá foi, mas a dita senhora não estava em casa. o inchaço continuava e as dores ditaram que lá voltasse no dia seguinte, desta vez já com hora marcada, para não voltar a bater com o nariz na porta.
tive a sorte de a acompanhar e de poder ver, pela primeira vez, uma endireita a praticar a sua arte.
uma simpática e pequena velhota, mandou-nos entrar na sua sala, cheia de pechisbeques e fotografias de outros tempos. ao fundo entreviam-se dois pequenos quartos pelas cortinas que lhes serviam de porta, e logo à direita uma pequena cozinha, com uma panela ao lume que espalhava pela casa o cheiro do jantar.
mandou a minha colega sentar-se numa cadeira, foi buscar um banquinho para se sentar e um saco plástico, de onde tirou um tubo de pomada e disse estar pronta para começar. quando lá cheguei, depois de ter ido estacionar o carro, já o trabalho ía a meio. "os tendões estavam todos torcidos, foi uma sorte não ter partido". mas a mulher lá os agarrou, massajou e voltou a pô-los no lugar, por entre os queixumes de dor da paciente.
com os tendões no devido lugar, ligou-lhe o pé e eu fui perguntando como se aprendia a fazer o que ela faz, ao que me respondeu... a mim ninguém me ensinou. lá em casa eramos 8 irmãos e só eu é que sei fazer isto. é um dom. está tudo nos dedos, é preciso que os dedos saibam sentir e apanhar os tendões. isto não se aprende.
pena... gostava que me ensinasse!

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postado por wandering_dune às 11:17 a.m.

9.2.07

Mikado


Mikado, children's game Originally uploaded by Gatochy.

lembram-se? ai, as memórias que isto traz...

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postado por wandering_dune às 8:29 p.m.

9.11.06

apesar do calor...

... já cheira a outono!


é o verão de s. martinho... o indian summer :)

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postado por wandering_dune às 3:30 p.m.

3.9.06

caminhos de ferro portugueses

No sábado decidi ir até à Quinta do Panasco de comboio. Para lá chegar, tive de apanhar 3 comboios: Aveiro-Pampilhosa, Pampilhosa-Guarda e, finalmente, Guarda-Caria. Era para apanhar o IC das 9:54 em Aveiro, mas como a gata do vizinho me invadiu a casa durante a noite e o despertador, do mesmo vizinho, disparou às 7 da matina com música em altos berros e não estava lá ninguém para o desligar, cheguei muito mais cedo que o previsto à estação e apanhei o 1º regional com destino à Pampilhosa.
estação de comboios da pampilhosa
É uma estação de entroncamento da linha do norte com a linha da beira, com uma fábrica abandonada de um dos lados e muitas automotoras estacionadas nas linhas. Ainda deu tempo para tirar umas fotos e ler um pouco do jornal. O IC para a Guarda chegou com uns 10 minutos de atraso, já passava das 10:30 e como a automotora para Caria saía da Guarda 5 minutos depois da chegada do IC, pedi ao pica para avisar, na tentativa que a automotora esperasse por mim. A viagem até à Guarda dura umas 2 horas e faz-se muito bem, com uma bela paisagem a passar pelas janelas do comboio.

Cheguei à Guarda uns 10 minutos depois da hora a que devia partir a automotora, mas ela lá estava, à minha espera. Literalmente. Fora o condutor e o pica, a automotora saíu da Guarda apenas com um passageiro... eu. A viagem até Caria demora 1 hora, as solavancos pelas encostas da Serra , mas vale a pena fazer pelo menos 1 vez. Passa pelas estações Barracão/Sabugal, Benespera, Maçainhas de Belmonte, Belmonte/Manteigas e Caria, nunca ultrapassando os 50 km/hora, o que permite ir apreciando a vista da Cova da Beira com a Serra da Estrela ao fundo.

Em Caria entraram finalmente 2 homens, a caminho da Covilhã. Mas aqui saí eu e a automotora continuou o seu caminho...

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postado por wandering_dune às 10:47 p.m.

31.8.06

gentes da minha terra

por esse portugal fora, vi tanta gente linda...



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postado por wandering_dune às 11:45 a.m.

6.12.05

ao som de pilhas


antes de haver ligação eléctrica, as raparigas da quinta do panasco dançavam ao som de um gira-discos a pilhas... que ainda consegui por a funcionar

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postado por wandering_dune às 5:26 p.m.

o azeite vem sempre ao de cima

este fim de semana rumei à cova da beira para mais um regresso às raízes. o tema desta feita foi da oliveira ao azeite.
já cheguei tarde para a apanha, que penso já ser feita com meios mecânicos.
mas ainda assisti à escolha. a azeitona é colocada numa máquina que a separa da maioria das folhas e depois é mais finamente escolhida pelas mulheres... e pelas crianças.
depois de limpa, a azeitona foi transportada para o lagar de Benposta, onde foi pesada e colocada numa espécie de tremonha, no andar de cima, com descarga para um sem-fim. daqui cai para um moinho de pedras cónicas, onde é feita a moenda, que consiste na trituração da azeitona, até se formar uma pasta.
esta pasta é depois colocada sobre os capachos, umas esteiras circulares, que são então colocados uns sobre os outros na prensa, onde são submetidos a pressão para a extração de uma mistura escura e viscosa, um mosto oleoso.
o mosto cai para umas tinas, onde é misturado com água quente para facilitar a separação da parte sólida, que é feita por decantação. e daqui vai finalmente para a separadora, de onde sai o azeite pronto a usar!!
normalmente os homens comem o famoso bacalhau à lagareiro no lagar, com as batatas e o bacalhau assados numa fornalha aquecida com o mosto, regados com azeite acabadinho de extraír. uma maravilha! como éramos muitos, e o lagar pequeno, levámos tudo para casa e comemos por lá. estava óptimo!!

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postado por wandering_dune às 11:13 a.m.

27.10.05

olaria felica

na quarta-feira comecei mais um cursinho. é, parece que o bichinho cresceu e agora é um verdadeiro monstro devorador de conhecimento!

este é um curso de cerâmica, dado pelo oleiro felica, ali para os lados de cacia. convenci a minha mãe a fazê-lo comigo. fui buscá-la à estação depois do trabalho e lá fomos, à procura da olaria felica. as indicações eram boas e encontrámo-la sem problemas. não é um sítio propriamente agradável ou acolhedor e a minha mãe começou logo a torcer o nariz. mas lá entrámos, conhecemos o sr. fernando, ou felica como é conhecido, e ele lá nos levou a ver a olaria. muito confusa, cheinha de peças em barro por todo o lado, uma fila de mesas de oleiro, de construção caseira, e uma paixão pelo barro cativante.

lá nos sentou cada uma numa mesa, deu-nos barro e começou a primeira lição - bater o barro, centrá-lo na mesa (nada fácil), abrir um buraco ao centro (pior ainda) e subir a peça. a sensação do barro é maravilhosa. relaxante mesmo. centrar o barro na mesa de oleiro tem a sua arte, mas lá consegui. já abrir um buraco ao centro, com os pelogares, se mostrou tarefa difícil. mas lá fui conseguindo, com a ajuda preciosa do mestre. depois é sentir o barro com os dedos, tratá-lo com delicadeza e tentar dar forma à peça... fazê-la subir. e, de repente, tinham passado duas horas!!

parece-me que ficámos as duas fãs da olaria e é para continuar de certeza. para a semana há mais! :)

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postado por wandering_dune às 8:33 p.m.

16.10.05






e hoje... fiz borrachos!






Para animar a ma(l)(r)ta!

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postado por wandering_dune às 9:28 p.m.

28.9.05

fim de semana rural/cultural

ainda só é quarta-feira, mas já me preparo para mais um fim de semana rural na cova da beira, desta vez com uma componente cultural mais virada para a 7ª arte, o IMAGO - Festival Internacional de Cinema Jovem, no Fundão.
já no ano passado lá fui ver como era e tive o prazer de assistir ao grande clássico de Charles Chaplin - The Kid musicado ao vivo pelo Maestro beirão Luís Cipriano (que desconfio ter sido já meu maestro noutra vida, no coro do ciclo preparatório eugénio de castro, coimbra).
e este ano, a coisa promete começar em grande!

se lá forem, pode ser que nos vejamos por lá!

não percebo muito bem é o programa! é tudo ao mesmo tempo? tudo seguido? a noite toda?? a ver vamos, hehe

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postado por wandering_dune às 3:28 p.m.

18.9.05

bombos, gaitas, adufes e chocalhos


chocalhos - festival dos caminhos da transumância é, sem dúvida, um nome a lembrar, uma experiência a repetir!!

em Alpedrinha, tudo está pronto para receber a festa. a feira de artesanato e doçaria, as tascas e restaurantes são improvisadas, dentro das casas, ao longo de uma rua estreita. garagens, pátios, entradas e lojas são decoradas de forma singela, mas com gosto, e abertas a quem as quer visitar. a música está por todo o lado.

no sábado, por volta das 16:00, começa a arruada. há grupos de chocalhos, de bombos, de gaitas e acordeons, há gigantones, ranchos e tunas. o ambiente de festa começa em grande!


terminada a arruada, há que procurar uma tasca para petiscar. e tascas, petiscos, vinho, sangria e ginja é coisa que não falta em Alpedrinha!! e a animação e simpatia também não.
depois de atacar umas pataniscas, ovos verdes, entrermeada e morcela, tudo bem regado a vinho tinto, é hora de ir procurar um palco para ver os concertos. no programa estão previstos 5 palcos, onde actuariam 10 grupos de forma rotativa. em alpedrinha, há 3 palcos onde, talvez devido ao vinho e à ginja, actuam aleatoriamente alguns dos grupos presentes. como me disse uma das tocadeiras dos gigabombos, é um programa dinâmico! e é isso mesmo, improviso total em ambiente de festa. acabei por ver 2 vezes os gaitafolia, muito bons, de trás-os-montes de almada e torres-vedras. esperei até não aguentar o frio para ver as adufeiras do paúl, mas elas também se fartaram de esperar e foram embora. não sem antes nos presentearem com um pouco da sua arte mesmo ali, no meio da rua. o grupo de acordeons era bastante monótono, não sei se pela hora se pela idade avançada.
mas para compensar, um pouco antes, ao entrar numa loja de peles, onde havia gente a petiscar e a beber, uma adufeira do rancho de alpedrinha tinha-nos já feito uma bela demonstração de cantares da beira acompanhados ao adufe.
no final do dia, valeu a pena. a arruada foi muito interessante, as ruas estavam bonitas e as gentes animadas. ouvimos actuações, improvisos, desgarradas. para o ano volto concerteza!
até porque no domingo também perdi a caminhada com o rebanho - começou cedo demais e já só apanhei as ovelhas à chegada a Alpedrinha. mas o caminho à procura delas, do Fundão a Alcongosta e daí a Alpedrinha, pelos cerejais da Serra da Gardunha valeu também a pena.

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postado por wandering_dune às 9:22 p.m.

12.9.05

chocalhos 2005

no próximo fim de semana vai ter lugar, na aldeia de alpedrinha, no fundão, a 4ª edição do chocalhos, festival dos caminhos da transumância.

"regressam as ancestrais memórias da transumância à Serra da Gardunha. voltam a ser atravessadas as canadas e os fraguedos, os granitos verdes e desnudados, as sombras dos castanheiros e os regatos de águas cristalinas. a edição de 2005 do Chocalhos – Festival dos Caminhos da Transumância comemora e reproduz esses saberes e vivências de antanho."

o festival promete e eu lá estarei, acampada na quinta do panasco, lá para as bandas da cova da beira.

aos amigos que me quiserem fazer companhia, as reservas estão abertas, através dos contactos do costume!

vêmo-nos por lá!

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postado por wandering_dune às 2:40 p.m.

8.9.05

foguetes e morteirada

hoje pela manhã fui saudada por uma série de morteiros, seguida de alguns mais modestos foguetes, em jeito de início de festa. mas… hoje é quinta-feira, dia de trabalho, lá é dia de iniciar uma festa, pensei eu. pois bem, estava enganada! os simpáticos morteiros matinais anunciavam o início das festas em honra da nossa senhora das febres, que decorre no bairro da beira mar, que chamo carinhosamente de meu há já quase década e meia.

não consigo encontrar o programa das festas em lado nenhum, mas descobri o seguinte interessante hábito:

«Ao dar da meia-noite, na véspera de S. João, muitas pessoas, de todas as idades e de ambos os sexos, iam rebolar-se no declive da pequenina eminência onde assenta, junto do típico canal de S. Roque, a capela da Senhora das Febres.
Em trajos menores, estendiam-se ao comprido com a soleira da porta do modesto templo beira-marense e, depois de proferirem, três vezes, "Em louvor de S. João, pra me tirar a rapeira, sim ou não", desatavam a rebolar até ao largo fronteiro. Protestavam ficar curados e mesmo preservados da "rapeira" e de todas as doenças da pele... A assistir, discretamente, que é como quem diz, "à descoroçoa", não faltavam mirones. Tal usança perdurou até fins da primeira metade do século em curso [séc. XX] – mais coisa menos coisa...».
João Sarabando
para o ano que vem, a ver se me lembro de tentar esta técnica para livrar-me da “rapeira” que tenho nas mãos!!

no ano passado, estes jovens vieram animar as festas. estou em pulgas para ver quem virá este ano! :)

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this morning i was greeted by a series of mortars (not real warlike mortars, but a kind of fireworks well known to the portuguese public), followed by a series of somewhat more modest fireworks, in a party starting kind of way. but… today is thursday, a workday, not a day to start celebrations! well, i was wrong! the friendly morning mortars were announcing the beginning of the celebrations for our lady of fevers (hehehe, in English it does sound funnier), that takes place in the by-the-sea quarter (once again, in english… hahaha), to which i've been lovingly calling my own for almost a decade and a half.

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postado por wandering_dune às 9:58 a.m.

30.8.05

a capela do mafarrico (english@end)

perdida entre 2 prédios numa rua estreita de aveiro, há uma pequena e singela capela de planta circular, que encontro sempre fechada.
"o exterior diz já a composição arquitectónica: corpo pequeno, baixo e cilíndrico, coberto de cúpula hemisférica. porta rectangular, de friso e cornija. levanta-se ao lado da cobertura modesta sineirita, sobre pequeno maciço. vêem-se neste mesmo, cobertos de cal, uns quatro ou cinco azulejos, sevilhanos, de princípio do século XVI." (Gonçalves, A. Nogueira – Inventário Artístico de Portugal: Distrito de Aveiro)

ora na sexta feira passada, andava eu a passear pelas ruas de aveiro com uns amigos de londres, quando nos deparamos com a porta da capela aberta, decorações singelas na rua, velas acesas e gente a entrar e saír. aproximei-me e comecei logo a fotografar. da porta sai uma senhora que se dirige a mim e pergunta baixinho "sabe o que está a fotografar?" ao que respondo que não e que lhe queria perguntar isso mesmo. responde-me então, de forma ainda mais misteriosa "é a capela dele". dele? pergunto eu. e a minha curiosidade aguça-se! "sim, dele. sabe do que estou a falar". não! "do mafarrico! é no dia 24 de agosto que o prendem pela perna" e com isto vai-se embora.
curiosa até não poder mais, entro na capela, onde está uma senhora a tomar conta. pergunto se posso fotografar lá dentro ao que me responde, de forma muito simpática, que esteja à vontade.

nossa senhora do O, a santa das grávidas, com s. joão baptista à sua esquerda e s. bartolomeu à sua direita.

entretanto não aguento mais e pergunto-lhe o que queria a outra senhora dizer com esta ser a capela do mafarrico. é então que me explica que esta é a capela de s. Bartolomeu que, segundo a lenda, amarrou o diabo pelas pernas ao fim das 24 em que andou à solta, no dia 24 de Agosto. como diz o povo, em dia de São Bartolomeu anda o diabo à solta! diz-me para subir ao altar e espreitar por detrás das flores para o ver amarrado pela corrente do santo. é lá estava ele, ao dependuro!
"..., em Aveiro, quando alguém se acha roubado ou perdeu um objecto e não lho entregam, vai igualmente bater à porta da capelinha de São Bartolomeu, na Beira-Mar, e diz três vezes:
São Bertolameu
desprende o teu moço,
que faça guerra
àquilo que é meu.
tais palavras devem ser proferidas ao bater da meia-noite e repetem-se, pela semana adiante, até que o objecto apareça. ao mesmo tempo, é de obrigação deitar por baixo da porta a mais insignificante moeda que então correr." ([SARABANDO], J[oão] Vieira – Concelho de Aveiro: nótulas de etnografia e folclore. Aveiro e o seu Distrito)
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lost between 2 buildings in a narrow Aveiro street, there’s this small simple chapel of circular plant, that i always find closed.
well, last friday as i walked along the streets of aveiro with some friends from london, we noticed the door to the chapel was open, with some street decoration, candles and people coming in and out of it. i approached the chapel and started shooting, when out comes a lady that turns to me and asks quietly "do you know what it is you are photographing?" no i tell her, but was thinking about asking her just that, to what she replies, misteriously, "it is his chapel". his? i ask, while my curiosity grows. "yes, his, you know what i mean”. no i don’t! “the mafarrico’s*! it is on the 24th that they tied him up by the leg” and with this she departs.

curious as I can be, I go inside the chapel, were a lady is sitting. I ask her if I can take photos inside, to what she nicely replies that yes, sure.
but i can not take it any longer and so I ask her what the other lady meant by this being the mafarrico’s chapel. that’s when she explains that, legend has it, st. bartholomew tied up the devil by its legs after he was loose for a hole day, on august 24. as the people say, in St. Bartholomew’s day, the devil is loose. she tells me to go up to the altar and peep behind the flowers to see him tied up to the saint's chain. and there it was, dangling!


* mafarrico is a name given to the devil

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postado por wandering_dune às 12:30 a.m.

8.8.05

raízes parte II

depois do fantástico workshop de broa, ainda deu tempo de ir dar uma espreitada aos cabritinhos que tinham nascido durante a semana.
a cabrinha chica e o bode ivo foram pais de uma fêmea castanhinha e um macho branco como a neve. apesar de a ilda dizer que são franzininhos, lá andavam aos saltinhos e a mamar... tão lindos!
a porquinha chegou entretanto... tão rosadinha! e até fez pose para a fotografia!!

e hoje de manhã, para acabar o fim de semana em beleza, a caminho do trabalho deparei-me com os marnotos da marinha troncalhada em pleno trabalho de acartar o sal em cestas de vime à cabeça! que visão fantástica mas, infelizmente, cada dia mais rara!

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postado por wandering_dune às 3:18 p.m.

raízes

não fui ao trebilhadouro nem ao andanças, mas este fim de semana fui até à terra da minha mãe, peraboa, que fica na cova da beira e tive mais umas lições de tradicionalidade!
depois de ter já aprendido a fazer os bolos da páscoa (bornates, biscoitos, esquecidos e borrachos) e morcelas, desta vez vieram amigos de penacova ensinar-nos a fazer uma maravilhosa broa de milho!

depois de moído o grão de milho e trigo no mini-moinho, de preparado o fermento e fervida alguma água, estávamos prontos para começar.
numa gamela de madeira, juntam-se 2 medidas de milho e 1 de trigo e um pouco de água quente. começa-se então a apinhoar a massa, à medida que se junta água morna. não esquecer a pitada de sal grosso, neste caso, sal de aveiro. depois junta-se o fermento e amassa-se. a partir daqui a água a juntar é mais fria, para não matar os enzimas do fermento. depois de uma hora a trabalhar os braços, a massa está pronta a levedar. faz-se a cruz de acrescento, tapa-se a gamela com um lençol branco e espera-se que cresça.

enquanto a massa leveda, vai-se aprontando o forno. há que tirar as brasas e verificar a temperatura, atirando farinha lá para dentro - se queimar logo é porque está muito quente.
com a massa lêveda e o forno à temperatura certa, é tempo de tender. numa malga de barro vermelho não vidrado, coloca-se um pouco de farinha para arear e uma bola de massa. tende-se a broa dando voltas à massa fazendo-a saltar da malga. coloca-se então a broa na pá de padeiro e enforna-se. para as bolas, estende-se um pouco de massa sobre a pá, previamente polvilhada de farinha, e coloca-se carne ou sardinha. cobre-se com mais massa e enforna-se.
já com as broas e bolas enfornadas, não resta mais nada senão esperar. mas... a espera vale a pena! as broas ficaram lindas e boas e as bolas... ai ai!
bom apetite!!

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postado por wandering_dune às 1:48 p.m.

1.7.05

trebilhadouro

com muita pena minha, parece que vou acabar por não ir ao festival de artes e cultura tradicionais do trebilhadouro. com muita pena minha... falta-me a companhia. talvez ainda vá, assim, sózinha, à aventura. ou talvez alguém mais queira vir ver o que se passa por lá.


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postado por wandering_dune às 4:00 p.m.

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